6 de mai. de 2010

Em um dos meus passeios ao anoitecer avistei um pivete, com extrema magreza, cabelo raspado e com os pés descalços, jogando bola na rua. Na medida em que observava a partida, lembrava de minha infância. Doce nostalgia. A bola do jogo veio parar aos meu pés. Peguei-a, olhei para os olhos estalados daquele menino...
Ô sinhôr... me dá a bola por favor?
Você não tem medo rapaizinho?
Medo de que?
Sua mãe nunca lhe disse pra não conversar com estranhos?
Não sinhôr - balançou a cabeça - ela sempre me diz que assim que começa uma amizade.
Ao ouvir aquilo, devolvi a bola e continuei observando a partida.
Sorri e pensei: ele sim sabe bem viver.


''Estranho é só um amigo que você não conhece''

(Albert Eistein)

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